sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Paquera com o Tio Sam

Definitivamente quem não conhece os Estados Unidos que fique de boca fechada pra falar mal daquele lugar. De verdade!
Estive lá há umas três semanas para o casamento do meu irmão, e foi um dos lugares mais bonitos que já visitei, apesar de não ter visitados muitos lugares na minha vida.
Passei dois dias em Nova Iorque e lá é simplesmente fantástico.
Primeiro que nunca imaginei que fosse visitar lá um dia. Me dei bem no inglês, claro, meus pais dependiam de mim pra comprar uma água que fosse, então... ou eu falava, ou eu falava.
Nova Iorque é um império e tem razões para sê-lo. Todos os nativos foram muito receptivos e fizeram de tudo para nos ajudar, especialmente quando minha mãe queria alguma coisa do tipo "tinta para cabelo louro escuro sem amônia, pauzinho de laranjeira e acetona". Por acaso ALGUÉM sabe falar isso em inglês?
Acho que descobri a razão daquela cidade fascinar tanta gente. As ruas são limpas e a sensação de estar dentro de um filme de Hollywood é permanente. Sem contar os sotaques, as cores, os cheiros, os olhares... Se na Bahia há sincretismo, lá eu não sei o que é.
É tailandês, mexicano, judeu, indiano e todo mundo junto e misturado. Ninguém te olha, ninguém te julga, ninguém tá nem aí pra você, na verdade. Você é só mais um na multidão. E que multidão.
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O fato de eu não ver meu irmão há tantos anos, era o que mais me excitava em estar lá. Mas isso não vem ao caso aqui.
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Filadélfia, onde meu irmão mora, é mais fantástica ainda. Nova Iorque é barulhenta, movimentadíssima, apaixonante, intrigante, embasbacante, toda -ante. Mas não é pra mim... Não sou muito urbana, sabe...
Já a Filadélfia é mais tranquila, não tão movimentada, só existem grandes prédios no centro e a cidade é toda plana. Me fascinou mais, eu acho.
Lá não tem muito imigrante, os ônibus têm ar condicionado, não existem cabines eróticas e nem motoboys! Perfeito! hahaha
Mas uma cidade linda, ladeada por um rio imenso, com muuuuuita história pra contar em toda a arquitetura, em cada parede, em cada casa. Pra você ter idéia, só a Macy's (uma loja famosa de departamento) tem 150 anos, e o prédio dela deve ter mais ou menos isso de idade. Mas ao mesmo tempo é uma cidade moderna, com grandes prédios com fachadas de espelho que combinam e contrastam perfeitamente com a história do início do país.
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Considerações sobre os lugares:
- tudo, mas tudo MESMO, é grande. Desde os copos descartáveis até as lojas. Fiquei pensando comigo: "Aqui as coisas são grandes porque as pessoas são grandes, ou as pessoas são grandes porque as coisas são grandes?" Ainda tento responder essa resposta.
- o individualismo é marcante. Se você está com sede, você abre uma garrafa de 600ml de água e toma no bico. Se eu estou com sede, abro outra. Não existe essa história de colocar no copo. É cada um por si e você que se vire. O melhor: matou a sede? Joga o resto fora.
- o país dos descartáveis. Percebi isso na casa do meu irmão quando ele chegou, pegou um copo e se serviu de suco. Bebeu o suco e jogou o copo fora. Por que não usar o copo de vidro? Por que não usar pratos de louça?
- definitivamente tudo é pela lei do menor esforço.
- as baladas acabam cedo DEMAIS! 2h da manhã, tudo fechado. O bom é que é proibido fumar nos lugares fechados e tudo tem ar condicionado.
- acho que pelo fato das coisas fecharem cedo, as pessoas bebem mais e mais depresa do que os brasileiros. É um desespero pra entornar na cerveja, misturando com shots de tequila... Esse povo no Brasil, definitivamente, perde a noção!
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Para finalizar meu post-testamento uma frase perfeita de um amigo: "Tio Sam é paquerável. Ele parece tipo o Al Pacino... muitas deliram por ele... sabe sobre o perfume da mulher, tem poder, influência... mas nem sempre agrada."
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Mas sabe que eu tô beeeem paquerando o Tio Sam?!

sábado, 6 de setembro de 2008

Desimpressionamento

Descobri que sou meio sem coração, sabe? Não sei explicar, mas há certos tipos de coisas que não me impressionam MESMO!
Outro dia mesmo, minha amiga veio toda tristinha falando que o cachorro dela tinha morrido. Eu, simplesmente disse “Ah, Nati, mas já tava mais do que na hora, né? O coitado devia ter uns 15 anos”. Toda natural, sabe? Ela quase me matou, falou que eu era insensível, que não tinha respeito pelo sentimento alheio...
Um outro caso de falta de “impressionamento” é que uma outra amiga veio me falando que virou vegetariana porque a carne demora não sei quantas horas pra digerir, que a gente fica com comida podre no estômago e não sei o que... Cara, não vou deixar de comer carne por causa disso.
Falar de coisas toscas à mesa? Tranquilo! Ver bicho morto? Pffffff, bobagem! Assistir cirurgias sinistras pela tv? Adoro! Lavar louça de 10 dias atrás? Tá bom, essa eu admito, vou precisar, pelo menos, de um par de luvas.
Mas é engraçada essa coisa de se impressionar com tudo. Eu não sou assim, mas isso não quer dizer que eu seja insensível, como dizia meu falecido.
Na verdade, sou até bem emotiva. Dessas que choram assistindo comercial (tinha um de margarina boa pro coração que eu chorava até!), extreme makeover, aquele senhor cego do último post, casamentos e despedidas. Choro muito até.
Falando em casamentos e despedidas... Próximo post conto minha saga pelos EUA para o casamento do meu irmão.