terça-feira, 29 de julho de 2008

O Tempo passa, o tempo voa... e aí?

Engraçado... em poucos anos tantas coisas acontecem, mas ao mesmo tempo, parece que foi tudo ontem. Me lembro dos preparativos para minha missa de 15 anos , já que não foi possível fazer uma festa. Me lembro da festa surpresa (mal sucedida) que minhas primas fizeram pra mim. Dos cumprimentos recebidos dos amigos queridos, do amor, dos pais, dos amigos dos pais, dos parentes que não via há tempos. Do meu tio reclamando da Bíblia super pesada que ele teve que ficar segurando toda a missa. Dos presentes. Daquelas que se foram um pouco antes. Daquele que saiu de casa pela primeira vez depois de tanto tempo. Dos anos que se passaram depois desse dia. Das pessoas que passaram depois desse momento...

As coisas são tão fugidias. Tão fugazes. A gente não aproveita da forma necessária. A gente acha que é imortal. Que a vida tem replay. Mas não. A vida não tem replay. Os momentos só passam em slow motion nas nossas lembranças. Porque na vida real, tudo passa muito depressa. Depressa demais a ponto de não percebermos que se passou tanto tempo.

Há sete anos eu fazia 15. E tanta coisa vivi a partir dali. Os 15 anos são sempre um marco na história de cada menina. Me apaixonei algumas vezes, fiz amigos, perdi alguns, fiz burradas (algumas das quais tento não me arrepender), amei, conheci muita coisa, aprendi muita coisa.

Aprendi que devemos dar valor às pessoas que nos amam. Mas dar valor desde o primeiro momento que você sabe que ela te ama. E não perder isso nunca. Aprendi que devemos ser amigos dos nossos pais e que esconder sua vida deles não adianta. Eles sempre sabem tudo o que se passa conosco mesmo quando não dizemos uma palavra. Aprendi que sentir saudades é muito ruim e dói muito, mas necessário para que sonhos sejam realizados. Aprendi que família é meu porto seguro e sim, sua família pode ser sua amiga. Amigos vão, vêm, alguns passam e outros deixam alguma coisa deles em nós, mas o rumo que cada um toma não é definido pela vontade que eu tenho que eles fiquem perto de mim (antes isso fosse verdade). Aprendi que nada acontece por acaso e que sempre é tempo de consertar alguma besteira feita no passado. Temos que tomar alguns tombos, levar alguns foras pra aprender a dar valor. Aprendi que quando se quer alguma coisa, a gente tem que lutar por isso e não deixar o tempo passar. Não existe essa história de "deixa a vida me levar" no final das contas... O que existe é o que você faz pela sua existência.

O fato é que nunca sabemos quando as coisas vão mudar, acabar, passar ou quando nós vamos mudar, envelhecer e acabar. Nós temos que viver com intensidade e fé em nós mesmos e dar valor até àquele abacaxi que acreditávamos docinho e que na realidade estava azedo de doer.


(nostalgia)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Da série a série: O centro é fantástico I

Cara, centro da cidade é realmente uma coisa meio bizarra, meio divertida, meio perigosa, meio estranha, meio encantadora, meio assutadora...
Passo pelo centro de BH todo santo dia, de manhã e no início da noite, e cada dia me surpreendo com alguma coisa diferente. Tem dia que são os cheiros nem sempre agradáveis, tem dia que são as pessoas, tem dia que são as lojas... Centro é realmente fantástico.
E hoje, calhou de eu reparar em algo bem comum nos centros das grandes cidades: as cabines eróticas.
Minhas considerações sobre esses locais:
1 - É tudo realmente higiênico? Porque, pelo que vejo do lado de fora, não me parece que as tais cabines sejam realmente limpinhas.
2 - Todas as que reparei têm um escrito do tipo "sigilo absoluto". Meu, se fosse sigiloso esse negócio, a entrada seria bem mais discreta que uma placa luminosa com a Angelina Jolie de bunda de fora!
E por último e, talvez, mais importante:
O que leva as pessoas a frequentarem um lugar como esse as três horas da tarde? Tipo... um fulano passando na rua, pára em frente a uma cabine erótica e pensa: "Ah, até que é uma boa hora pra bater umazinha"?????????????????
Juro que não entendo! O centro é realmente fantástico!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Pornochanchada que nada! O negócio agora é porno-cristão!

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Gente, de verdade? Acho que os evangélicos vivem num mundo à parte, só pode. É sério, olha só esse site: http://www.sexxxchurch.com/. Um site pornô cristão? Sei não... Eu sou cristã, mas nem por isso...

Eu tenho grandes amigos evangélicos e eles, com certeza, vão me odiar por isso, mas há algum tempo o tal site postou um texto sobre uma decisão do Ministro da Saúde de colocar camisinhas ao alcance de adolescentes de escolas públicas para, de certa forma, tentar diminuir o número de meninas/crianças grávidas.

O texto completo está aqui.
E a minha resposta ao texto está aí (por sinal, eles demoraram umas 2 semanas pra aceitarem meu comentário...):

Li esse texto sobre o uso da camisinha e gostaria de dar minha opinião.
Acho errado SIM crianças iniciarem na vida sexual cada dia mais cedo, mas já que isso acontece com frequencia, o governo precisa de tomar uma atitude.Vocês têm que levar em consideração que o maior número de adolescentes grávidas são de classe baixa e isso se deve sim ao fato de que essas pessoas têm acesso completamente restrito a muita informação.Nós, vocês de classe média alta, deveriam pensar que o que o ministro fez é para TENTAR dar um pouco mais de informação para esse bando de adolescentes.Não acho que seja a melhor forma de evitr o sexo na adolescência seja pregar nas escolas públicas o celibato até o casamento.Não concordo que a atitude do ministro seja a mais correta também, por acreditar que isso acaba influenciando mais as crianças. Uma vez que muitos não são criados com os fundamentos da religião, acho que informação nunca é demais. E o que esses meninos estão recebendo é um tipo de educação, está sendo mostrado a eles que existe sim uma forma de proteção.Fazer ou não fazer sexo antes, depois, durante a adolescência é coisa que se aprende em casa, educação básica. Isso não é papel do governo, isso é papel de pai e de mãe.Concluindo, creio que o que deveria ser posto aqui não é a atitude do ministro, mas sim a atitude dos pais com relação ao que os filhos vivem dentro e fora de casa.

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E você, acha o quê disso tudo?

Você ouviu: Stardzi of Rardze, Leftin Keftin

Há alguns meses, numa viagem a Salvador, minha amiga me apresentou uma pérola. Um arquivo de mp3 com gravações de um locutor de rádio anunciando as músicas de um jeito beeeeem peculiar.
Aí hoje, enquanto não fazia nada no estágio, achei no youtube a mesma gravação. Vale a pena morrer de rir.
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Definitivamente, a internet é um mundo de possibilidades.
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Daqui a pouco voltâââââââmos...

sábado, 19 de julho de 2008

Ó Senhor!

Esse texto foi postado em 25 de abril de 2008, no blog Samba Duro. Passa lá.
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Por que somos assim? As mulheres e os homens mais sensíveis, claro.
Você tá lá, toda na sua quando conhece um cara. Se encanta por ele, lógico, ele é interessante, a carequinha dele até que é sexy, um sorriso encantador e um charme que ninguém resiste. Aí você torce pra que vocês tenham alguma coisa legal e que ele seja - realmente - tão interessante quanto você pensava. Mas aí o tempo passa, vocês conversam, trocam algumas mensagens eróticas e outras - poucas - idéias e aí você, minha cara, se descobre completamente envolvida e apaixonada por um grosso que não te dá a mínima bola.
Você, a priori, tem absoluta certeza de que ele é, no mínimo, gay. Porque, lógico (!!!) você é bem sucedida, interessante, inteligente, linda e independente! Claro que o que há de errado nisso tudo não é com você.
Ou não?
Aí é que começam as neuras... Você, que geralmente acorda de bem com a vida, com um sorriso no rosto, se olha no espelho e vê a bruxa velha da Branca de Neve, cheia de olheiras, a pele hor-ro-ro-sa e uma mega-blaster-vermelha espinha na ponta do nariz (nada legal, hein...). Sai de casa, nenhum homem te olha, chove, seu cabelo murcha, sua unha quebra e tudo aquilo que você tinha certeza ontem são as maiores mentiras mundo agora. O problema - o mané não te querer - passa a ser com você. Você que é gorda demais (porque, CLARO, a careca brilhosa dele é um charme!), talvez não seja tão interessante quanto pensava, pode até ser burra demais...

AH NÃO!!!

Quem ele pensa que é? O rei da cocada preta? O fodão pegador e você a vovozinha que nem o lobo mau tá querendo? CLAAAAAAAAAARO que não, né, bem? A depressão vira raiva e a raiva, meu amigo... não queira ver uma mulher furiosa. Se você tem amor à vida, fique bem longe de uma mulher ensandecida. Ela vai se vingar da melhor forma possível! Vai ao salão dar um tapa no visual, pinta as unhas de vermelho, compra uma roupa bem linda e cara, passa em frente a uma construção (ou oficina, ou ponto de táxi, ou corpo de bombeiros, tanto faz) para inflar o ego, empina o nariz como se fosse a dona do mundo e vai ao encontro do bofe maldito e fala beeeeem delicadamente no pé do ouvido dele: "Vai se fuder"

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Só mãe sabe ler mentira

Os olhos brilham diferentes quando a gente mente. E não adianta jurar, não adianta fechar os olhos, que Mãe sempre vai saber que a gente mente.
Quando a gente aprende a mentir de olhos abertos, o coração aperta quase sufocando a gente, não deixando a gente dormir e não deixando a gente em paz.
Assim descobre-se a consciência. Uma coisa que toma conta da gente, mesmo quando Mãe não está lendo testa nem adivinhando olho.
Fingir dói e assim é sem graça crescer. É difícil fingir todo o tempo. É pior ainda aprender um monte de coisa sem dividir com ninguém. Assim é ruim crescer sozinha.
Só carinho é que espanta a solidão. E dor, se dividida, fica dor menos doída.
Assim dá até vontade de continuar crescendo pra descobrir o resto das coisas...
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.adaptado do livro Olha o olho da Menina.

The beggining

Olá!
Depois de muito tempo consegui encontrar um nome para o meu blog.
Foi uma escolha dura, cansativa até que encontrei este: O Olho da Menina.
Recebi há algum tempo um e-mail com um livro de Marisa Prado e ilustrações de Ziraldo. O texto é lindo e as ilustrações mais ainda. Fala da Menina que aprendeu a mentir, mas viu que Mãe sempre sabe quando a gente mente. Mais tarde posto algo a respeito do texto.
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Os meus olhos veem muita coisa. E procuram não mentir. Aqui vou escrever o que esses olhos veem e o que eles me fazem sentir.
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So, enjoy it!